
É lamentável que fiquemos para trás, no que tange a atração de investimentos que possam gerar a longo prazo, empregos, renda e divisas para nossa cidade. Novo Hamburgo está totalmente, parada no aspecto industrial. Ainda se tem como ideia a retomada da monoprodução, que revelou-se um tremendo buraco negro para empresários do ramo, de quando houve a crise calçadista.
Acordem senhores empresários, para a diversidade industrial, que pode dar muito mais lucros, que apenas o calçado, além de manter a economia local, diante de crises como a causada pela concorrência desleal da China. Não que eu condene a produção de calçados, mas lembrem-se que só e apenas respirar, viver e produzir sapatos, não é um único caminho para se obter lucros.
Estância Velha, que é aqui do nosso lado, está mudando sua matriz industrial, com a criação de um polo industrial. Uma iniciativa corajosa, que foi proposta pelo senhor Leonardo Hoff e que estava engavetada desde 1977, na gestão do senhor Miguel Schmitz. E ninguém se interessou em levar adiante, mesmo com a divulgação da ideia na imprensa, na época. Infelizmente, nossa tola e tacanha administração municipal, além dos sete incríveis vereadores anti-supermercados, não deram crédito à época e fomos passados para trás mais uma vez.
Estância Velha inicia seu polo industrial e São Leopoldo lança a pedra fundamental da primeira fábrica de semicondutores eletrônicos do País e possivelmente da América Latina. E em Novo Hamburgo ganhamos apenas e unicamente de relevante a Faculdade Anhanguera, que afinal de contas, não é indústria e não tem muito a ver com a economia local. Pois penso que não adianta formar se pessoas se não tiverem onde trabalhar.
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